Por João Paulo Barreto
Oito Mulheres, um
segredo e um roteiro preguiçoso
Mesmo com elenco estelar e afiadíssimo, a versão feminina
dos filmes de roubo deixa a desejar
Filmes de roubo possuem uma estrutura já conhecida que
inclui aquela lista de personagens de aparência moderninha, diálogos rápidos,
olhares marotos e perguntas tentadoramente capciosas. São aqueles tipos
extremamente inteligentes, de tiradas certeiras e presença exuberante. Cumprem sempre
uma pegada marcante neste tipo de gênero. Este é um filão já bastante explorado
em clássicos como Golpe de Mestre e Como Roubar um Milhão de Dólares, ou,
mais recentemente já na década passada com Vida
Bandida, A Cartada Final, O Plano
Perfeito, e, claro, impossível não citar Onze Homens e Um Segredo, justamente o trabalho que deu origem ao
lançamento Oito Mulheres e Um Segredo.
O que diferencia todos os trabalhos
listados anteriormente do longa estrelado por Sandra Bullock, além do fato de o
(ótimo) grupo de protagonistas ser composto exclusivamente por mulheres, é a
ausência da resolução catártica que, em obras anteriores, recompensava muito
bem o espectador que investira duas horas do seu tempo na familiarização com
aquelas pessoas e solidarização com sua causa e interesses. O que faltou aqui
foi justamente isso. Claro, temos a preparação para o roubo, bem como a já
esperada apresentação da expertise de cada uma das cúmplices, que cumprem cada
uma delas um papel que o tom de comédia exige, como o da que se faz de boba,
mas possui as mãos rápidas; a inicialmente mal humorada hacker; a incapacitada
e insegura emocionalmente, mas que consegue se superar ao pensar na recompensa;
a arrependida da vida pregressa, mas que decide retornar para um último golpe;
e, claro, as líderes, sempre seguras e magnânimas, vividas aqui por Bullock e
Cate Blanchet. O elenco, como já dito, está muito bem. Mas carecia de um
roteiro melhor. Explico.
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Equipe reunida em direção ao golpe |
EPÍLOGO DESNECESSÁRIO
Na história do furto de um colar de diamantes avaliado em
centenas de milhões de dólares, as resoluções apresentadas acabam por frustrar
o espectador que acompanhou a construção daquele plano passo a passo. A
pergunta que fica é: era só isso? O roteiro escrito por Olivia Milch e pelo
próprio diretor, Gary Ross, até consegue criar a estrutura exata para captar a
atenção, utilizando o mundo da moda como pano de fundo e o glamour de
celebridades como distração tanto para o público quanto para a ação dos
personagens.
Ao final, claro que o roubo funciona. Mas a necessidade de
se explicar o que vem depois do sucesso alcançado é que incomoda pela sensação
anticlímax que todo aquele epílogo traz para a história, com a investigação da
seguradora, a necessidade de inserir novas personagens na venda dos diamantes
em leilões e, também, o momento “onde estão todas agora que são ricas e livres”
que o longa traz para cada uma das oito. Toda essa estrutura pós resolução
acaba por enfraquecer o resultado de um final que carece da mesma catarse
tipicamente vista em obras do gênero. E
era justamente isso que não acontecia em todos os filmes citados ao início
desse texto e que faziam deles tramas tão bem amarradas.
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Planejamento antecipado |
COMPARAÇÃO INEVITÁVEL
Neste ponto, entramos na questão se é mesmo válida uma
comparação entre as duas obras, a versão masculina de 2001 e a feminina de
2018. Longe de qualquer discussão de gênero, o que é válido analisar aqui é a
ideia de que, de certo modo, por possuírem protagonistas com o mesmo sobrenome
e por até mesmo inserirem personagens em comum, tal avaliação é justa. Faltou a
Oito Mulheres e um Segredo um roteiro
à altura da presença de tantas atrizes sensacionais e de uma resolução que se
equiparasse a tamanha arquitetura engendrada pelo plano.
Do mesmo modo, a obra falha ao não se fazer valer da premissa
de um antagonista que se equiparasse à motivação da protagonista. Enquanto nos
filmes do começo da década passada chegamos a ter Andy Garcia e Al Pacino
cumprindo tais papéis na figura mau-caráter e gananciosa dos donos do
patrimônio a ser roubado, aqui, o script prefere se ater a uma simples
motivação de vingança contra um ex-namorado, algo que, convenhamos, não
colabora muito com a ideia de empoderamento feminino que a obra traz em sua
gênese.
Na última cena, quando a personagem de Bullock, Debbie
Ocean, afirma em frente à lápide do irmão que ele teria adorado, bom, o mesmo
não se pode dizer do público presente.
Acho que é um dos melhores filmes que vi. Eu gostei de todo o elenco, todos eles são ótimos! É um filme realmente divertido e engenhoso. Uma historia cheia de cenas que me encheram de gargalhadas e que me divertiram de tarde. Adorei a participação de Olivia Munn, foi breve mas legal. Ela é uma grande atriz, seu trabalho de dublagem é excelente. Em Lego Ninjago é sensacional, é um dos mais divertidos que já vi, é um dos melhores filmes do cinema infantil, gostei muito como se desenvolve a história, o roteiro é muito divertido para pequenos e grandes, em todo momento nos fazem rir. É um filme que sem importar o estado de animo em que você se encontre, irá lhe ajudar a relaxar um pouco.
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